Doze anos
A vida é um conglomerado de tempo finito e inconstante. Uma hora você tem doze anos e se preocupa se vai poder continuar brincando na rua até tarde, se as férias já estão chegando ou o que vai ganhar de presente no natal. Aí do nada você tem vinte e cinco (um quarto de vida humana se formos otimistas), tanta gente já passou por você, e tanto de você já passou por cada um deles. Momentos são criados de forma tão espontânea, são risadas de doer a barriga e lacrimejar, hamburgueres no estacionamento do fastfood, coração partidos remendados com abraços e olhares complacentes. Os "Eu te amo" ditos ao vento sem resposta, sem retorno. Aí vem a pressão do TENHA, SEJA, VÁ, CONQUISTE, ISSO SIM, ISSO NÃO. Emprego, família, um amor. Todos sobre esse chão percorrem caminhos diferentes pra convergir no mesmo lugar mais a frente. Como concequência: o desgaste, a indiferença, o cansaço. É o caminho natural de todas as coisas quando se é humano. A gente sempre quer mais, mas não quer dar ...